Mostrando postagens com marcador Metal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Metal. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Entrevista: Luís Carlos idealizador Portal 'Na Vitrola'

1         





1) Quando e porque decidiu criar o portal  “Na Vitrola” ?


O portal naVitrola foi idealizado em maio de 2011 e colocado em operação em 2013 à partir da ideia de três amigos, sendo um músico que sentia a necessidade de algumas ferramentas para facilitar a vida das bandas independentes, uma pessoa mais envolvido com a parte de informática e sistemas, e eu, que ficaria responsável pela identidade visual.  De lá para cá, conseguimos um apoio fundamental para continuação do projeto, a entrada da empresa LF Consultoria na sociedade, que acreditou em nosso potencial.

2) Qual a sua reação ao notar os  tipos de música mais ouvidos pelos jovens hoje?

Aos 37 anos, e me considerando bem saudosista, acredito que os jovens que curtem o que eu curto, esses sim devem sofrer algum tipo de rejeição da maioria dos outros jovens, aqueles que preferem escutar músicas mais atuais e “da moda”, muitas vezes indo no embalo de amigos. Eu particularmente prefiro o Rock nacional dos anos 80, o RAP dos anos 90 e tal... Não gosto de algumas coisas atuais que vejo e ouço poraí, considero “moderno demais”, mas no fundo no fundo, eu que tô velho e devo ser quadrado hehe

3) Que tipo de música você curte? E quais bandas mais te influenciaram?

Até que me considero eclético, e isso aumentou após a criação do naVitrola, que fez eu aprender a escutar outros gêneros musicais que não estava acostumado a escutar. Mas o RAP foi o que abracei a partir de 1994 e principalmente após se envolver fazendo parte de grupos como o STA e VariuZ. Antes disso eu escutava muito Rock nacional e teve um período que escutei também Flash House. 


Várias bandas e artistas me influenciaram seja pela letra, pelo instrumental ou pelas atitudes... Então vou citar algumas: Ultraje a Rigor, Paralamas do Sucesso, Inimigos do Rei, Blitz, Faith no More, Cypress Hill, The Fugees, Saian Supa Crew, Wu Tang, J-Zone, Dilated People, VariuZ, Feutomas, Filosofia de Rua, Potencial 3, De Menos Crime, Doctors Mc’s e muitas outras...


4) Quando não está trabalhando no site o que gosta de fazer?

Jogar futebol e beber cerveja. Assistir meu Santos e beber cerveja. Viajar e beber cerveja. Sair com amigos, parentes, com a patroa e beber cerveja. E as vezes apenas beber cerveja hehe.  


5) Qual o principal objetivo do site ‘Na Vitrola’?

Nosso objetivo é permitir que os artistas unifiquem todo seu material  de forma organizada e gratuita em um só lugar, e como a indústria fonográfica vem mudando com o passar dos anos, o poder de disseminação se tornou algo muito poderoso  com a chegada da internet e redes sociais, possibilitando atingir um público sem horizontes. 

6) Conte nos um pouco sobre como funciona o sistema do site’ na Vitrola’ e como é
Possível as bandas cadastrarem e divulgarem seus  trabalhos.

Para se cadastrar no site e criar a página da banda é fácil e rápido, através do link: http://www.navitrola.com.br/criesuapagina (é possível criar o cadastro a partir da conta do facebook).
Os artistas podem subir músicas e álbuns de maneira organizada, inserir fotos, relacionar vídeos do Youtube e Vimeo, criar clipping de notícias, divulgar agenda de shows, vender seus discos, acompanhar as estatísticas da página e muitas outras coisas.

E para ajudar na divulgação, nossa equipe seleciona e realiza matérias e entrevistas com as bandas que apresentam novidades.

Também temos um guia de eventos, onde é divulgado os shows das bandas cadastradas, e estamos prestes a lançar a Rádio naVitrola, que terá em sua programação apenas músicas de artistas com conteúdo no site.


7) Pra finalizar deixe uma mensagem para nossos leitores , seus contatos e os ctt. do blog.

Gostaria de agradecer a família naVitrola e a todos que curtem o nosso trabalho, assim como as bandas que lá criam suas páginas e também as pessoas que acompanham as matérias e novidades existentes em nosso site. Agradeço também a Deus, aos amigos e minha esposa que sempre me auxilia nas atividades, além claro do meu agradecimento especial ao portal “A cultura” pela oportunidade, e em nome de nossa equipe desejamos vida longa ao blog.


https://www.facebook.com/navitrola

APOIO




quinta-feira, 3 de abril de 2014

Resenha - Deftones: Diamond Eyes




“Diamond Eyes” é o primeiro álbum do Deftones desde que o baixista Chi Cheng entrou em coma após um grave acidente automobilístico, em novembro de 2008. Para a gravação do disco o grupo contou com Sergio Vega, do Quicksand. O álbum que a banda tinha quase finalizado com Cheng, “Eros”, continua no armário esperando a recuperação do músico.

E neste sexto disco da carreira a banda apresenta mais do mesmo, o que deve agradar quem acompanha o grupo e, obviamente, não despertar nenhum interesse de quem já não era muito chegado. Mas o disco começa bem interessante com a faixa-título, música pesada e lenta, com Chino Moreno fazendo um fraseado melodioso e que te faz acompanhá-lo cantarolando a linha vocal.

Em “Royal” o clima continua o mesmo, mas a banda já começa a por as cartas na mesa e mostra uma sonoridade mais pesada, que culmina com a típica Nu/Alternative Metal de “CMND/CTRL”, com Moreno abusando de seus vocais mais agressivos.

Ainda que as músicas tenham peso, isso se dá mais pelo clima do que pela sonoridade, como em “Prince”. Mas também há os momentos de porrada, principalmente em “Rocket Skates”. Mas no geral é um disco arrastado e bem chato de ouvir para quem não é fanático pelo grupo. Portanto, cuidado ao se aventurar com “Diamond Eyes”.


Tracklist:

1 - Diamond Eyes
2 - Royal
3 - CMND/CTRL
4 - You've Seen the Butcher
5 - Beauty School
6 - Prince
7 - Rocket Skates
8 - Sextape
9 - Risk
10 - 976-Evil
11 - This Place Is Death



APOIO:




quarta-feira, 12 de março de 2014

Resenha - Conquer - Soulfly



Imagem
Após Dark Ages (2005), Max, Marc Rizzo (g), Bobby Burns (bx) e Joe Nunez (bt) investem num Death, Thrash e Hardcore e gravam Conquer. É aí que Max Possessed reencarna e vocifera como nunca.
Blood Fire War Hate abre a bolacha, de forma épica. David Vincent (Morbid Angel) empresta seus guturais para cantar esse hino de guerra. Outro que também dá uma canja de sangue com Max é Dave Peters (Throwdown) em Unleash, no qual Marc Rizzo dá um show de técnica.
A fase Arise/Chaos A.D. também está presente em Paranoia, Warmageddon, For Those About to Rot (não confundam com akela do AC/DC), Enemy Ghost, Doom e Fall os Sycophants.
O CD fecha com Soulfly VI, mantendo o clima dos anteriores, mostrando uma versatilidade musical soberba.
Tire suas conclusões e ouça Conquer. Se Max Cavalera sonha mesmo voltar ao Sepultura, quem somos nós para recusar? Scream, Muthafucka! DOOM!
Line-up:
Max Cavalera - Vocal e 4-strings
Marc Rizzo - Guitarra
Bob Burns - Baixo
Joe nunez - Bateria
Tracklist:
1-Blood Fire War Hate
2-Unleash
3-Paranoia
4-Warmageddon
5-Enemy Ghost
6-Rough
7-Fall of the Sycophants
8-Doom
9-For Those About to Rot
10-Touching the Void
11-Soulfly VI

APOIO:

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Banda MILITIA


Geek Metal. Esta talvez seria a melhor definição de estilo do Militia, banda fundada em 2012, na cidade de Tupã/SP. Os tupãenses Randal César, Michel Victor, Marcel Lourenção, e Henrique Keita (nascido em Tóquio mas naturalizado brasileiro), são quatro jovens apaixonados por cultura pop: Cinema, games, animes, HQ’s e claro, música. Atualmente por motivo de logística, a banda está situada na macrometrópole paulista, exatamente na cidade de Campinas/SP, onde vem fazendo diversas apresentações por todo estado de São Paulo e sul de Minas Gerais. Mas por que Geek Metal?

O Militia, que apesar de evidenciar a música, não deve ser considerada apenas uma banda sonora, e sim um conglomerado de idéias que ultrapassam sua musicalidade e se tornam multimídia. Através do site oficial, www.militia.com.br, uma história de ficção científica pós-apocalíptica é contada, transformando os integrantes da banda nos protagonistas da mesma. A história, além de ser usada como pano de fundo, é usada como tema em todo o trabalho da banda, inclusive em suas apresentações ao vivo, onde os integrantes se vestem caracterizados por seus respectivos personagens.

Com base no new metal, que tem como principais características os vocais hip-hopeados, bateria funkeada e riffs pausados e pesados, e no metal industrial, com fortes batidas eletrônicas e muitos efeitos sintetizados, a banda tem referências em diversos estilos musicais, além dos citados. O que faz a banda diferir das outras em seu estilo é a forte inspiração a partir dos mestres das trilhas sonoras de cinema e games, como John Willians, Danny Elfman, Hans Zimmer, Koji Kondo e David Wise. Juntando tudo isso e muito mais, Militia se transforma em melodias épicas e marcantes, riffs de guitarra empolgantes, ritmos de bateria dinâmicos e agitados, linhas de baixo incisivos e vocais ora melódicos, ora metálicos, ora falados, mas sempre com consistência.




A variedade se mantém no conteúdo, onde o letrista Randal César aborda temas polêmicos como críticas sociais, culturais, políticas e religiosas, e ao mesmo tempo escreve letras motivacionais, tanto pessoais quanto de instinto coletivo. Refrões memoráveis e muitas referências de cultura nerd fecham o pacote.

Mas o grande diferencial do grupo é o autodidatismo e total independência em suas produções. Tudo, tanto na parte sonora como visual da banda, foi criado, produzido e executado pelos próprios integrantes, o que culmina em suas apresentações ao vivo, que são simplesmente espetaculares. Além de uma presença de palco envolvente e teatral, o Militia conta com um sistema de iluminação LED pré-programado, que é sincronizado com o andamento das músicas no decorrer do show, e responde bem ao universo idealizado pela banda, criando uma atmosfera obscura e tornando o espetáculo único e inesquecível.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Ministry: From Beer To Eternity





Na ativa desde 1981, o Ministry mudou seu estilo e assumiu novas influências ao longo dos anos. De um new wave moderninho até o metal industrial, a banda caminhou por entre efeitos, agradando (e desagradando) muita gente no caminho. Mas há algo que seu mentor Al Jourgensen nunca abriu mão independente da reação de seus fãs: fazer o que lhe dá na telha.

"From Beer To Eternity", que acaba de chegar às lojas, é o décimo terceiro álbum na dicografia do grupo. E deve ser o último. A banda já havia anunciado a decisão de encerrar as atividades com o lançamento de "Adios... Puta Madres", em 2009. Mas, em 2012, a banda reunida lançou "Relapse", logo depois de Jourgensen passar por uma experiência de quase morte.

O novo disco é especial não apenas para a banda como também para os fãs por conter as últimas composições com a colaboração do guitarrista Mike Scaccia, que faleceu no final de 2012 após um infarto. Agora, é realmente o fim do Ministry, segundo Jourgensen: "Mikey era meu melhor amigo do mundo e não existe Ministry sem ele (...) Eu não consigo fazer isso sem Mikey, e nem quero. Então sim, esse será o último álbum do Ministry", disse o músico em entrevista ao portal norte-americano Noisey sobre o lançamento do novo disco.


O repertório de "From Beer To Eternity" traz 11 faixas potentes e contundentes. Quem esperava algo diferente? Na capa, fotografia feita por Allan Amato, Al Jourgensen lida com os sete pecados capitais, personificados por sete mulheres. Jourgensen garante que não há misoginia ou sexismo na arte. E, em se tratando de quem se trata, não se pode supor que seja mesmo por aí. O imaginário de Jourgensen não é tão raso.

O disco abre com a arrastada "Hail to His Majesty (Peasants)", uma faixa minimalista, cheia de efeitos eletrônicos que às vezes remetem a engrenagens de uma máquina infernal. Depois vem a pesada "Punch in the Face" - um soco na cara, como indica o título. Na sequência, o manifesto anti-guerra "PermaWar".

As excessivas colagens - como acontece em "Side F/X Include Mikey's Middle Finger" - não são para todo mundo, portanto aos iniciantes é recomendada cautela. Depois de algumas faixas, o ritmo do disco cai um pouco em "Thanx but No Thanx" - que traz uma citação do norte-americano William S. Burroughs - e em "Change of Luck". O disco encerra com "Enjoy the Quiet", cuja tranquilidade anunciada é, na verdade, uma sequência de ruídos que se parecem com o som do mar sintetizado e remixado - ou de uma TV fora do ar - com falas abafadas ao fundo.

Sendo mesmo este o último disco do Ministry, como parece ser, os fãs terão de se conformar. Mas a banda fecha a carreira de forma altiva. Mais do que música barulhenta, o Ministry deixa um legado que inclui um discurso político (essencialmente anti-Bush e anti-guerra), estético e cultural.


01. Hail to His Majesty (Peasants)
02. Punch in the Face
03. PermaWar
04. Perfect Storm
05. Fairly Unbalanced
06. The Horror
07. Side F/X Include Mikey's Middle Finger (TV4)
08. Lesson Unlearned
09. Thanx but No Thanx
10. Change of Luck
11. Enjoy the Quiet



APOIO:




sábado, 15 de fevereiro de 2014

Romão Neto Lança Drum Cover de ‘Shovel Headed Kill Machine’ do Exodus

O Baterista Local 'Romão Neto' que já teve um de seus Drum Covers da Música 'Ditohead' do Slayer elogiado pelo próprio baterista do Slayer 'Paul Bostaph', retorna agora com a Drum Cover de ‘Shovel Headed Kill Machine’ do Exodus. Confiram !




APOIO:


                                                   http://v8rockradio.com.br/

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Banda HUNGER



A banda foi formada no início de 2002 pelo guitarrista/vocalista Mauro Izalbert, com o objetivo de fazer Metal com letras "políticas", sempre através de uma linguagem metafórica que pudesse fazer pensar quem está à ouvir.

Gravaram diversas demos sem expressão, até que em 2005 lançam o single "When the truth lies", com uma linguagem um pouco mais moderna. Este single rendeu à banda diversos Shows pelo estado de São paulo, dividindo o palco com bandas de expressão do cenário brasileiro como: Torture Squad, Transfixion, Subtera e também  Shamam e Cilice (Holanda).

Participaram de pequenos festivais, e em 2006 ficaram em segundo lugar no "Aurora Music Festival" (festival com mais de 100 bandas) que teve Andrés Rescasens (vocalista da banda Madgator) como jurado e que fez o seguinte comentário à Mauro:

 "Agora que o festival acabou, posso dar meus parabéns ao Hunger e dizer que você é um grande frontman e se estivesse em qualquer banda do mundo dentro do seu estilo, estaria com méritos! Parabéns."

Ainda em 2006, Mauro Izalbert ganhou o prêmio de melhor intérprete no "Festival de Rock de Indaiatuba", onde Thunderbird e Régis Tadeu foram os jurados. Com o single "When The Truth Lies" foram convidados à participar da coletânea "Extreme Underground Vol 3" produzida pela "Avernus Records" e também da coletânea "Intensive metal Vol 2" produzida pela "Chave do Som" , onde o Hunger foi considerado destaque pela mídia.


 No início de 2008 por questões pessoais e financeiras, Mauro se separa dos outros músicos e o Hunger  fica por meses inativo. Em Outubro de 2008 , enquanto ajudava a produzir a demo de outra banda no estúdio "HP Records" , Aldo D´Isep cogitou a ideia de Fernando Schaefer (Korzus, Endrah, Treta , Rodox , Pavilhão 9.) gravar a bateria de uma música do Hunger. Aldo fez o convite e Fernando aceitou; as gravações começaram em Novembro e em processo bem lento , a música "Demons in White" ficou pronta e com algumas inovações, tanto no estilo mais moderno, pesado, técnico e original, quanto no surpreendente arranjo de Cello e Violino inseridos na canção.

 Em Agosto de 2009, na abertura do show do "SEPULTURA E ANGRA" em Jundiaí, o Hunger lançou o single e videoclipe para a música "DEMONS IN WHITE", videoclipe dirigido por "Cleiner Micceno" e que recebe ótimas criticas de público pela internet.

 Em 2011, a banda fica em 3º lugar no "Festival de Rock de Indaiatuba", que tem Marcelo Pompeu e Régis Tadeu como jurados, com a única música em português lançada pelo banda: "Contradizendo um Paradoxo".
No final de 2013, Mauro Izalbert decide mudar toda a formação da banda, contando agora com: Tom Seiphy (baixo), Fifos Rossini (guitarra) e Pedro Henrique (bateria). Com essa formação, o Hunger começa a lançar um antigo projeto chamado "Misanthropic Songs", que consiste em tocar versões inusitadas, começando com o lançamento do Webclip "Another Brick in The Wall".

LINKS:

http://www.youtube.com/watch?v=Q1W-QQ-VUFw&hd=1  

http://www.youtube.com/watch?v=VkPkuLmL40A&hd=1  


CONTATO:

https://www.facebook.com/mauro.izarbert?fref=ts


APOIO:



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Resenha - Savages - Soulfly




A grande mudança na formação deste álbum é a saída de David Kinkade (Borknagar) para a entrada de Zyon Cavalera nas baquetas, filho do líder MAX CAVALERA. E essa diferença é um dos destaques deste álbum, o por quê? Logo lhe explico.
Aliás, não vou comentar faixa-a-faixa, mas darei meu parecer geral do álbum, ressaltando alguns pontos importantes e que merece destaque, e claro, respeito.
Todo o álbum é recheado de músicas pesados e cativantes, além das várias participações especiais que aparecem aqui e lá. E logo na primeira faixa, Bloodshed, uma sirene usada como introdução, anuncia a porrada que está por vir. Podemos perceber as principais características da banda, e também novidades que enriquecem o novo play da banda. Se atentem ao trabalho de guitarra executado nessa música, tanto a base de MAX quanto o som de Marc demonstram a clara evolução e para qual segmento do Metal a banda está seguindo.
Não posso também esquecer de ressaltar ainda na primeira música, a composição da bateria que não é tão "bruta" como no álbum anterior, mas apresenta uma atmosfera mais ampla para cadenciar os momentos de porradaria e uma melodia muito executada e colocada no local certo. E também, sem esquecer os vocais do IGOR CAVALERA que apesar de não ganhar muito destaque, ainda assim ajuda na atmosfera da música.
Dos vários pontos positivos, é necessário ressaltar a energia do líder e vocalista MAX CAVALERA que melhorou e muito na forma de cantar e vociferar suas famosas letras contra a politica e a sociedade. Além do vocal, é necessário destacar as letras que estão muito bem elaborados, deixando aquela alcunha de que o vocalista sabia apenas utilizar um pequeno conjunto de palavras em toda a música.
Todavia, o SOULFLY como uma banda se sobressai em muitos dos requisitos necessários e mínimos para uma banda de seu nicho. Até arriscaria em dizer que a banda pode ser equiparada a uma das veteranas do estilo, a ótima LAMB OF GOD. E, pensando bem, até poderia dizer que ambas possuem algumas semelhantes, não?
O novato ZYON CAVALERA se mostra experiente e já demonstra um bom trabalho, o que deve ser aprimorado nos próximos álbuns da banda. Afinal, o garoto além de mostrar alguns pontos bastantes cativantes, especialmente na música Ayatollah Of Rock 'N' Rolla, ainda possui o tio Igor Cavalera para algumas dicas. Apesar de o novato não mostrar nenhuma brutalidade extrema, como fora visto no álbum antecessor a SAVAGES, ainda assim, deixo meu comentário de que devido a este fato, a banda soube aproveitar melhor o seu lado mais melódico, em várias das composições que aqui é apresentada.
Mesmo assim, não quer dizer que o álbum virou algo melódico, e não possui porrada do início ao fim, muito pelo contrário. Este álbum é extremo, e mostra o potencial da banda para continuar neste caminho, se aproveitando de seus vários elementos presentes em suas músicas. Quanto a formação, não há do que se queixar, MAX dispensa apresentações, assim como Tony e Marc.
Mas, ainda preciso ressaltar mais uma vez: "Cara, olha o trabalho de guitarra desse álbum, é simplesmente fodástico". E os mais xiitas ou fãs assíduos de Sepultura, que diziam que Max havia cavado sua própria cova.... peço que revejam seus conceitos, pois aqui se encontra um álbum digno ou até melhor do que muito material "sepulturiano".
Alguns destaques que eu posso apresentar para vocês são as músicas: Ayatollah Of Rock 'N' Rolla e El Comegente, ambas são as mais longas da bolacha, a primeira com sete minutos e meio e a segunda com mais de oito minutos. Isso ainda prova que a banda consegue manter o ritmo e criatividade ao longo de sua composição, em especial para a última citada que ainda conta com um exótico trecho acústico.
E por fim, não esqueçam de conferir as presenças mais do que especiais no álbum, ajudando CAVALERA nos vocais, que são eles: Igor Cavalera (Cavalera Conspiracy) na Blooshed, Mitch Harris (Napalm Death) na K.C.S, Neil Fallon (Clutch) na Ayatollah Of Rock 'N' Rolla e Jamie Hanks (I Declare War) na Fallen.
Ah, sim! Caso tenha sido repetitivo em algumas partes, digo que, precisava enaltecer o quanto esse álbum ficou soberbo.
E, corram logo para adquirir o novo álbum do SOULFLY, pois vale cada centavo.
SOULFLY - SAVAGES - Nuclear Blast (2013):
1. Bloodshed
2. Cannibal Holocaust
3. Fallen
4. Ayatollah of Rock 'n' Rolla
5. Master of Savagery
6. Spiral
7. This Is Violence
8. K.C.S.
9. El Comegente
10. Soulfliktion

domingo, 5 de janeiro de 2014

Scum Noise - Hardcore Crust Punk Metal




SCUM NOISE (barulho da escória) é uma banda de harcore/crust formada em abril de 1990 na cidade de Santa Bárbara D'Oeste, interior de São Paulo/Brasil. Desde sua criação até o presente momento, se propõe tocar músicas rápidas, objetivas e pesadas bem como compor letras que abrangem literalmente a realidade do Brasil, países do terceiro mundo e todos os outros tipos de problemas do planeta. As principais influências, vem de bandas antigas e tradicionais de hardcore europeu e bandas atuais do mundo não deixando de lado toda uma evolução musical cotidiana. SCUM NOISE fez muitos shows em cidades do interior paulista e capital, protestando através de seu som tendo ótimas receptividades e ótimas críticas em fanzines, jornais e revistas especializadas do Brasil e do mundo. 


Após constantes mudanças em sua formação e uma parada de aproximadamente 2 anos, eis então que a banda se estabiliza com seus atuais membros e partem novamente a fazer suas apresentações ao vivo. No final de 2006 gravam novas músicas para compor um LP 12" lançado pelo selo Terrotten mais 2 selos americanos. Em 2010 gravam uma música para o Tributo a banda Discharge soment com bandas brasileira que sera lançado em 2010 por uma coperativa de selos brasileiros em CD. Atuam fortemente no cenário "underground", pretendendo realizar todas as suas atividades musicais possíveis, mantendo sempre total postura e liberdade de expressão.





Line up 2014- SERGIO-vocal / RICARDO-bateria / KABESSA-baixo / Giovanni-guitar


Influências: 

Bandas de Hardcore/Crust/Punk/Grindcore/Metal européias,japonesas e brasileiras
Semelhantes: Extreme-Noise-Terror,Doom,Olho Seco, Napalm Death,Discharge,Anti-Cimex, Driller Killer,Wolfpack,RDP, Disclose,Shitlickers,Lobotomia,Kaaos,Lama,Tervet Kadet,Excremet of War, Crudity,Crude SS, etc


Informações de contato:




quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Resenha: Motörhead - Aftershock


Aproximadamente três anos depois do lançamento de "The Wörld Is Yours", o MOTÖRHEAD nos presenteia com "Aftershock", para alívio dos fãs que torcem pela saúde de Lemmy.
Quem produziu o disco novamente foi Cameron Webb, que não arrisca nem compromete. Desta forma, este disco tem a sonoridade bastante semelhante aos quatro últimos.
Sem maiores delongas, o disco abre com "Heartbreaker", que já chega mostrando que o Lemmy, Campbell e Dee ainda têm muita lenha pra queimar. É uma música empolgante, com o pé no acelerador, direta, pesada e com bom refrão, onde Lemmy mostra que apesar das limitações que a idade começa a lhe impor, ainda é um cantor incrível.
"Coup de Grace" mantém o nível elevado do disco. Apesar de pesada, é uma música toda 'swingada', com um feeling incrível. É uma música charmosa, mas agressiva, um ‘rockzão’ puro e simples do jeito que só o MOTÖRHEAD sabe fazer. Nesta faixa a banda mostra todo seu entrosamento e ainda somos brindados com um excelente solo de Phil Campbell, um dos melhores do disco.
Na sequência, como o próprio nome sugere, temos a típica faixa de blues do disco "Lost Woman Blues". Com a interpretação soberba de Lemmy, não é difícil imaginá-lo cantando-a melancólico em um pub enfumaçado pedindo mais uma dose de Whiskey com um cigarro no canto da boca. A música ainda possui melodias marcantes e uma 'cozinha' simples, mas bem posicionada. Mesmo pesando mais ao final, esta faixa serve como um refresco para os ouvidos que serão tão surrados (No bom sentido) no restante do disco.
"End of time" é tão direta quanto um soco na cara, sem tempo para firulas ou partes elaboradas, ainda assim apresenta um curto, mas excelente solo, daqueles que é quase impossível não acompanhar no 'Air Guitar'. "Do You Believe" segue esta mesma linha, sendo um ‘rockzão’ cru e direto, com destaque para as belas intervenções de Phil Campbell.
"Death Machine" tem uma pegada totalmente Heavy, mas passa um pouco mais despercebida depois de uma sequência de músicas nessa mesma linha. Não entendam errado, ela não é uma música fraca, talvez apenas esteja mal posicionada, mas tem riffs pesadíssimos e bumbos bem encaixados de Mikkey Dee.
A balada "Dust and Glass" é melancólica e emotiva, com Lemmy totalmente à vontade e Campbell rasgando seus solos por todos os cantos. É uma das mais distintas do álbum e têm leves influências de ZEPPELIN aqui, outras de SABBATH acolá.
"Going to Mexico" é uma sequencia natural para "Going to Brazil". Uma música pesada do inicio ao fim, sem pausa para respirar, com um refrão que fica na cabeça e uma boa atuação de todos os músicos. Se não é a melhor do disco, ao menos é uma das mais pesadas.
"Silence When You Speak To Me" tem uma boa pegada, um ‘rockzão’ básico e direto como é comum de se encontrar em discos da banda, mas sem muito a destacar. Uma boa música. Já "Crying Shame" tem uma pegada Hard Rock bem empolgante e me lembra um pouco a época do "Hammered", com direito a teclados discretos no refrão, um belíssimo solo de Campbell e uma boa pegada de Lemmy e Mikkey Dee. Peca apenas por acabar em 'Fade Out', o que nao combinou com a pegada da música.
"Queen of the Damned" é menos polida, se é que se pode pensar isso das demais músicas, mas essa é ainda mais 'sujona' e nos remete facilmente aos discos clássicos da banda, com Lemmy moendo seu baixão à la "Ace of Spades". Este mesmo Lemmy escarra "Knife" com seu vozeirão rouco em uma de suas melhores interpretações no disco, com destaque para Campbell e seus riffs empolgantes, que constroem uma excelente ponte para um potente solo de guitarra.
"Keep Your Power Dry" é totalmente Hard Rock, daqueles que chegam a ser dançantes, à lá KISS. Simples, eficiente e cheia de feeling.
A pesadíssima "Paralyzed" fecha o disco da mesma forma que ele foi iniciado, quebrando tudo. Os músicos estavam com a faca nos dentes e terminaram o álbum de maneira fantástica, com todos os músicos dando o máximo de si. Até Mikkey Dee que se mostrou mais contido que o normal neste disco deve ter desmontado sua bateria nesta música. Excelente escolha para encerrar o disco.
Não adianta dizer que este disco é um soco na cara de quem não acreditava mais em Lemmy, ele não precisa que ninguém acredite nele, apenas precisa pegar seu baixão e fazer o que sempre soube fazer com perfeição. Este disco não precisa provar nada pra ninguém, é MOTÖRHEAD simples e puro, como tem sido nos últimos 40 anos e que continue sendo até que Lemmy aguente.
Se você curtiu "Inferno", "Kiss of Death", "Motörizer" e "The Wörld Is Yours", certamente irá gostar de "Aftershock". Escute com o volume no talo!
Motörhead – Aftershock (UDR GmbH – 2013)
Track List:
1 - "Heartbreaker"
2 - "Coup De Grace"
3 - "Lost Woman Blues"
4 - "End Of Time"
5 - "Do You Believe"
6 - "Death Machine"
7 - "Dust And Glass"
8 - "Going To Mexico"
9 - "Silence When You Speak To Me"
10 - "Crying Shame"
11 - "Queen Of The Damned"
12 - "Knife"
13 - “Keep Your Powder Dry"
14 - "Paralyzed

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

LETHAL CHARGE


Biografia
Iniciou suas atividades com o lançamento da demo "Mass control" em 1991, na qual Michel compôs todas as músicas e gravou todos os instrumentos (exceto o baixo). Lethal Charge sempre teve todas as características de uma banda do cenário do "Rock underground nacional”. Em 1992 saiu a segunda demo "Chronical Infection" (pelo selo Arenna de Campinas), fase na qual houve uma grande projeção das bandas de Campinas no cenário alternativo. 
Durante esse período Michel também foi baterista do grande Scum Noise. Em 1994 a banda foi convidada por João Gordo (Ratos de Porão) a participar da coletânea "Fun, Milk and Destroy" (com produção do mesmo). Também por indicação do "Gordo" o Lethal Charge lançou seu primeiro CD ("Lethal Charge") pela Roadrunner em 1995 (com produção de Caio Ribeiro). Em 1996, com a desativação da Roadrunner Brasil, o Lethal Charge paralisou suas atividades e retornou somente em 1998 quando Michel foi convidado por Andreas Kisser a participar do teste para ocupar o posto deixado por Max Cavalera (posição no final ocupada por Derek). O reconhecimento de Andreas Kisser impulsionou Michel pouco a pouco retomar as atividades do Lethal Charge por volta de 1999. 
Em 2000 participou da coletânea "O progresso da regressão" além de abrir shows de duas respeitadas bandas do cenário hardcore mundial: Agnostic Front e GBH. Em 2005 a banda faz um acordo com os produtores Caio Ribeiro e Tarcísio Jr. (também dono do estúdio Basement), onde começaram a trabalhar num segundo CD (com gravações se mixagens feitas em períodos em que o estúdio estava "livre"), concluído (após 2 mixagens e 2 masterizações) em 2007, Na era da internet não é tarefa fácil para uma banda (que toca crossover/thrash) conseguir uma gravadora, mas no início de 2008 a banda "fecha" com o selo ZRecords para o lançamento desse álbum ("Convergence") para o segundo semestre de 2009.
Um motivo de grande orgulho para o Lethal Charge é poder ter divido o palco com grandes nomes do underground como Sepultura, Agnostic Front, GBH, Cólera, Ratos de Porão, Dorsal Atlântica, Pavilhão 9, Korzus, etc. E ainda de ter tido duas de suas músicas gravadas por duas grandes bandas brasileiras: Os Muzzarelas e o Scum Noise. A banda encara o fato de se fazer música como uma missão quase espiritual, nada disso é obstáculo, pois no final o que importa para o Lethal Charge é existir dentro da cultura underground





quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Resenha: Metallica 'Through The Never'


O palco foi produzido especialmente para aproveitar a tecnologia 3D e o que acontece em cima dele, além de uma das maiores bandas do planeta tocando, é inacreditável. Sem exagero. São muitos efeitos especiais que até me fizeram levantar da poltrona. Em algum momento, acabe-se pensando que o público presente no show vai ser atingido. Como quando uma escultura símbolo da justiça, presente na capa do And Justice For All simplesmente desaba, destruindo-se sobre o palco 360 graus rodeado de fãs. E as referências às capas dos seus álbuns não param por aí. Tem a cadeira elétrica do Ride The Lightning, dando choques incrivelmente bem produzidos, erguida no topo do cenário. As cruzes do álbum Master of Puppets sobem de repente, com muito gelo seco e ao som da clássica faixa título que não deixa nenhum ser vivo sem gritar Master! Master! juntamente com o frontman James Hetfield. Sem contar tudo aquilo que o fã do Metallica já está acostumado: Explosões, tiros, lasers, lança chamas etc.
Imagem
Um show do Metallica é devastador por si só, com tudo isso presente fica ainda mais completo. Agora, as cenas do filme. Importante lembrar aqui que a base desse filme concerto é o show e que as cenas foram acrescentadas para não ficar monótono (isso é possível aqui?) e muito semelhante a tantos outros shows exibidos na telona. No entanto, as cenas são muito bem feitas, também com muitos efeitos para 3D, como na batida entre dois carros em que os vidros se estilhaçam em super slow, absolutamente frenético! As referências a grandes clássicos do suspense, do terror e a grandes filmes de ação, dos quais a banda é fã, deixam tudo ainda mais legal.
Imagem
A aventura, teoricamente sem diálogos, do funcionário da banda é expressada pela música e aqui, a trilha (o show da banda) acompanha tudo de maneira muito bem sincronizada. Para quem curte esse estilo de filme com suspense, que não entrega tudo, que faz você pensar para entender o que está acontecendo, é um casamento ideal com o show. Um filme bem louco para uma banda que enlouquece qualquer um com suas performances. Cuidado para não sair cantando, tocando air guitar e bateria imaginária em pleno cinema!