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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Resenha: Alice in Chains 'The Devil Put Dinosaurs Here'








Esta nova bolacha, portanto, traz à tona a questão: o Alice in Chains está mesmo de volta? Foi só fogo de palha? Ou eles estão prontos para encarar o futuro, sem ficar dependentes do passado de glórias? O guitarrista e líder da banda, Jerry Cantrell, tentou dar esta resposta em entrevista para a revista Revolver. “Eu não acho que você vai ficar surpreso com nada que vai ouvir. Somos nós. Mas é também algo único. Tem todos os elementos de qualquer disco que lançamos, mas é ao mesmo tempo diferente de qualquer disco que lançamos. É o próximo capítulo no livro do Alice in Chains, e vai ser grande”. Cantrell disse rigorosamente tudo: “The Devil Put Dinosaurs Here” é o retrato de uma banda que não perdeu sua identidade, mas que depois de uma tragédia, está disposta a se arriscar, pisando em novos territórios.
O primeiro single (e também a faixa inicial do CD), “Hollow”, já abre mostrando quem de fato vai brilhar ao longo de toda a audição: as furiosas e corpulentas guitarras de Cantrell. São elas que, há anos, continuam dando o sabor heavy metal ao rock alternativo/grunge sombrio e soturno do AIC. O andamento lento e pesado está lá, firme e forte, em canções como “Phantom Limb” e a faixa-título, uma mid-tempo que traz uma preciosa discussão a respeito do papel da religião. Mas, veja só, já nesta última canção é possível sentir claramente o quão bem fez a adição de DuVall para o quarteto, criando uma camada suave de vocais ao longo de um refrão grudento e irresistível. É deste tipo de risco, milimetricamente calculado, que estamos falando.
Já a deliciosa “Breath On A Window”, um dos pontos altos da coleção de 12 faixas, tem todas as marcas registradas históricas do Alice in Chains, mas dando uma ligeira  acelerada no andamento. O resultado consegue flertar, mesmo que minimamente, com uma certa “iluminada” no trabalho dos caras. A melancolia logo retorna nas semiacústicas “Voices” e “Choke”, que exploram outra característica bastante comum da banda, só que aplicando uma dose extra de melodia quase doce e delicada. Pode parecer estranho, mas tudo funciona que é uma beleza, soando novo, verdadeiro, moderno e, mesmo com a bela produção de Nick Raskulinecz (Foo Fighters, Deftones), não perde nunca aquela jovem vibração de banda garagem.
“The Devil Put Dinosaurs Here” tem, no entanto, um único defeito bastante perceptível: é um disco longo demais. Não apenas como obra completa, mas mesmo em cada uma de suas partes, que geralmente ultrapassam a marca dos cinco/seis minutos. Talvez empolgada com os resultados que vem obtendo desta nova formação, a banda não soube se conter, editar a si mesma – e grande parte das canções parecem mais longas do que realmente são, cansando um pouco conforme se aproximam de seu fim. Grandes ideias, quando esticadas ao máximo, acabam perdendo boa parte de seu impacto. Arrisco dizer, inclusive, que se alguns destes momentos tivessem metade de seu tempo, ou pelo menos 30% a menos, “The Devil Put Dinosaurs Here” teria potencial dobrado para garantir um espaço melhor nas listas de melhores do ano.
Todavia, sejamos honestos: Cantrell estava certo. O Alice in Chains provou que está mesmo de volta, longe daquelas reuniões que geram meramente “bandas-zumbi”. Disposto a fazer o novo. Respeitando o passado mas sem medo de alcançar novos voos rumos ao futuro. A gente espera, claro, que ainda por muito mais tempo.
Tracklist
Hollow
Pretty Done
Stone
Voices
The Devil Put Dinosaurs Here
Lab Monkey
Low Ceiling
Breath on a Window
Scalpel
Phantom Limb
Hung on a Hook
Choke
Line-up
William DuVall – Vocal
Jerry Cantrell – Guitarra/vocal
Mike Inez – Baixo
Sean Kinney – Bateria

domingo, 1 de dezembro de 2013

Banda ADREDE fecha o ano com 4 shows na região. Confira a Agenda Completa !

A banda local ADREDE que dentre seus futuros projetos, programa o Lançamento do Novo Vídeo Clipe: "Razões Para Questionar", também tem em sua agenda uma série de apresentações na Região, fechando suas atividades em 2013, dentre elas, algumas ao lado de grandes bandas como: Dead Fish, Ação Direta e Muzzarelas. Confira abaixo a agenda completa da banda:

07.12 FESTIVAL Mopemuca - Estação Cultura - Campinas-SP
15.12 FESTIVAL PONTA URBANA ROCK - Valinhos-SP c/ Ação Direta e Muzzarelas
21.12 Festa Privada - c/  Dead Fish - Americana-SP
22.12 Festa de Lançamento Clipe "RPQ" - Vinil MP- Indaiatuba-SP


+ info acessem: www.adrede.com.br

A MÚSICA NÃO PARA !!!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Banda Adrede Lança 'TEASER' do Novo Clipe e prepara Festa de Lançamento !

A banda ADREDE lançou na ultima Segunda-Feira 18/11 o 'TEASER' do seu mais novo clipe 'Razões Para Questionar' que será lançado oficialmente em uma Festa que acontece dia 22/12 no Vinil Music Pub em Indaiatuba-SP.

A Festa de Lançamento do Novo Vídeo Clipe encerra uma bateria de shows que a banda tem agendado para o mês de Dez/13 e que dará o pontapé inicial a TOUR que a banda programa para 2014.

Confira o 'TEASER' do Novo Clipe 'Razões Para Questionar':


AGENDA ADREDE DEZ/13:

07 - CAMPINAS
15 - VALINHOS
21 - AMERICANA C/ DEAD FISH OFICIAL
22 - INDAIATUBA Festa de Lançamento do Novo Clipe

+ Info acesse Bandisintown:



A MÚSICA NÃO PARA !!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

RESENHA: Avenged Sevenfold 'Hail to the King'


A expectativa em torno do álbum era grande, por ser o primeiro sem a participação do falecido baterista The Rev na composição. Em 2012 a banda soltou a boa “Carry On”, escrita para o jogo “Call of Duty: Black Ops 2”, que acabou não entrando no disco, mas que já mostrava o novo direcionamento da banda: beber (e muito) da água dos deuses do metal. Para a surpresa de muitos, a música lembra em vários momentos “March of Time” e “Eagle Fly Free”, dois clássicos do HELLOWEEN, banda praticamente desconhecida pelos norte-americanos em geral.


Neste ínterim, os membros da banda deram entrevistas afirmando que “estudaram os clássicos do rock”, e a tendência se confirmou em “Hail to the King”. Mais cadenciado do que os trabalhos anteriores, o álbum apresenta uma banda pesada e madura, porém, com um certo distúrbio de personalidade. Coincidências ou não, referências não faltam a alguns dos maiores clássicos do gênero.
O disco abre com “Shepherd of Fire”, uma música que lembra em muito a construção de “Enter Sandman”, do METALLICA, com uma injeção de melodia e algumas orquestrações soturnas bem características do AVENGED SEVENFOLD. Então a faixa título surge com um riff que remete a “Thunderstruck”, do AC/DC, mas que logo se torna uma música com bastante pegada e notáveis duetos de guitarra, mais uma marca da banda. Esta canção, inclusive, traz um belíssimo solo da guitarra de Synyster Gates, cujo talento é indiscutível.
“Doing Time” é uma faixa mais pancada, que parece um medley de GUNS N´ROSES com uma pitada de VELVET REVOLVER, que mostra uma maior versatilidade do vocalista M. Shadows. A influência de Axl Rose, SLASH e companhia sobre a banda é notória desde o início da carreira nos trejeitos do vocalista e no timbre e técnica das guitarras.
“This Means War”, como já foi muito falado, traz uma semelhança assustadora com “Sad But True”, do METALLICA. A diferença fica por conta da melodia empolgante responsável pelo melhor “bridge” e refrão do álbum, que fica na cabeça. O trabalho das guitarras também é marcante, com mais um grandioso dueto entre Gates e Zacky Vengeance. Com corais e orquestras, “Requiem” mescla “Kashmir”, do LED ZEPPELIN, com um pouco mais de peso e uma atmosfera dark. A esta altura, a bateria cadenciada e arrastada pode mostrar os primeiros sinais de cansaço aos fãs mais antigos.
Com uma introdução dedilhada no melhor estilo METALLICA antigo, “Crimson Day” é uma bela power balada, com um ótimo refrão e um solo de Synyster Gates, mais uma vez inspiradíssimo no SLASH. Já “Heretic”, embora uma boa música, é indefensável. Dá quase para ouvir Dave Mustaine, do MEGADETH, cantando “Symphony of Destruction”. Mesma construção, mesma pegada. Ao menos, nessa música o baterista Arin Ilejay começa a se soltar.
A sequência, “Coming Home”, finalmente acelera o play. Embora tenha uma melodia familiar, não consegui identificar de onde vem, mas parece ter saído de um álbum do IRON MAIDEN. De qualquer forma, é uma boa música, mas passa um pouco a impressão de que está mais para preencher o álbum. Em seguida, entretanto, surge “Planets”, talvez a mais original do disco, que traz todas as características marcantes da banda. Dois pedais, melodias sombrias, orquestrações e Shadows rasgando nos vocais. “Acid Rain” fecha o CD com uma balada grandiosa, com direito a piano e orquestra.
Cópias, coincidências, influências ou homenagens, “Hail to the King” apresenta semelhanças inegáveis que, no saldo final, não comprometem a qualidade do trabalho. Pelo contrário. As criaturas tendem a superar seus criadores porque é muito mais fácil fazer algo novo descartando o que não funcionou no antigo. Vemos exemplos em séries, nos remakes de cinema e na música. Se a originalidade está em cheque, ao menos não se pode negar que a banda é talentosa, competente e fez a lição de casa corretamente, gravando um disco de rock pesado, direto, melódico e sem frescura.
TRACKLIST:
1. Shepherd of Fire – 5:18
2. Hail to the King – 5:02
3. Doing Time – 3:30
4. This Means War – 6:09
5. Requiem – 4:24
6. Crimson Day – 5:00
7. Heretic – 4:53
8. Coming Home – 6:20
9. Planets – 5:58
10. Acid Rain – 6:44